Milhares de admiradores participaram da primeira convenção de tatuagem realizada nesta sexta-feira em Cingapura, no sudeste asiático. O evento reuniu mais de 120 artistas vindos de diversas partes do mundo. O motivo da feira era educar o público do país e mostrar que tatuagem também é arte.
"Eu me sinto feliz em fazer uma tatuagem, ver cores no meu corpo", disse Toh You Jian, 19 anos, que pretende fazer um novo desenho nos próximos dias do evento.
Segundo os especialistas, o público de Cingapura tem muito interesse em tatuagens inspiradas em mitos chineses. Há, no entanto, um certo preconceito em relação a elas. A procura pela tatuagem na Ásia é quase 80 vezes menor do que em países como Estados Unidos e Europa. A popularidade da prática, no entanto, vem crescendo.
A repressão mesmo parte dos mais velhos, que continuam denunciando à polícia jovens tatuados que encontram nas ruas ou perto de suas casas. "Na China, se você procurar um emprego com uma tatuagem exposta, há 80% de chances de você não ser aceito", disse o tatuador chinês Lin Jun Hua.
O preconceito tem histórico: por anos, as pinturas no corpo foram usadas por gangues criminosas em Cingapura e no Japão como uma marca de identificação. Como essas gangues agora se escondem da polícia, a "regra" foi esquecida.
Em países como Malásia e Indonésia, cuja população é grande parte muçulmana, as tatuagens são encaradas com reações exaltadas.
"Há dois tipos delas: apreciação ou total repulsa", disse o tatuador Andre Emanuel, 23 anos.
Na feira, alguns especialistas deram dicas para os amantes de tatuagens evitarem o preconceito do mercado de trabalho. Chris Garver, do reality show Miami Ink, orientou alguns jovens de Cingapura a não fazerem tatuagens no pescoço ou na cabeça.