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Federação Israelita protesta contra tattoo

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Está causando polêmica as suásticas, desenhos que ficaram marcados como símbolos do governo de Adolf Hitler e da perseguição nazista na Alemanha, que o participante do Big Brother Brasil 10, Marcelo Dourado, tem tatuado no braço, junto com um samurai. A Federação Israelita do Rio de Janeiro quer impedir que o participante exiba a imagem no reality show, segundo informou o jornal O Globo.

 

A legislação brasileira proíbe a divulgação e exibição de símbolos que propaguem o nazismo. Já houve até uma discussão dentro da mansão do programa entre Dourado e Elenita sobre o motivo da tattoo. Enquanto a doutora em linguística se incomodou com o desenho, o lutador se defendeu dizendo que a suástica aparece em tradições asiáticas com um significado totalmente diferente ao do nazismo.


Segundo as leis brasileiras, nazismo é crime e ostentar a suástica ou cruz gamada (esta a mais antiga) também mas somente se for com o intuito de divulgação de idéias vinculadas ao nazismo. A lei é a 7.716 de 1989 e no artigo 10 prevê prisão de dois a cinco anos e multa.

 

Apesar da tatuagem de Dourado estar envolta de uma referência milenar e em um contexto que não remete a Segunda Guerra Mundial, a suástica traz lembranças, ofende e pode muito bem estar propositalmente dissimulada. A suástica por si só é ofensiva pois ninguém é inocente ao ponto de tatuá-la e levantar bandeiras, hoje em dia, sabendo de seu significado mais forte: remete a perseguição de ciganos, homossexuais e judeus.

Apesar de não ser visivel para quem assiste na tevê, até cogitamos que a tatuagem poderia estar apagada ou editada no vídeo, amigos de Porto Alegre do lutador disseram que ele fez a tatttoo bem novo e que ele não é skinhead.


Sobre a suástica

A suástica ou cruz gamada é um símbolo místico encontrado em muitas culturas em tempos diferentes, dos índios Hopi aos Astecas, dos Celtas aos Budistas, dos Gregos aos Hindus. Alguns autores acreditam que a suástica tem um valor especial por ser encontrada em muitas culturas sem contatos umas com as outras.
A nazista tem os braços, apontando para o sentido horário, ou seja, indo para a direita e roda a figura de modo a um dos braços estar no topo. Outras chamadas suásticas não têm braços e consistem de cruzes com linhas curvas.
A imagem da cruz suástica foi primeiro utilizada no Período Neolítico, na Eurásia. Foi também adotada por nativos americanos, em diversas culturas, sem qualquer interferência umas com as outras. A Cruz Suástica também é utilizada em diversas cerimônias civis e religiosas da Índia: muitos templos indianos, casamentos, festivais e celebrações são decorados com suásticas. O símbolo foi introduzido no Sudeste Asiático por reis hindus, e remanescentes desse período subsistem de forma integral no Hinduísmo balinês até os dias atuais, além de ser um símbolo bastante comum na Indonésia.

O símbolo tem uma história bastante antiga na Europa, aparecendo em artefatos de culturas européias pré-cristãs. No começo do século XX era largamente utilizado em muitas partes do mundo, considerado como amuleto de sorte e sucesso. Entre os nórdicos, a suástica está associada a uma Runa, Gibur, ou Gebo.
Desde que foi adotado como logomarca do Partido Nazista de Adolf Hitler a suástica passou a ser associada ao fascismo, ao racismo, à supremacia branca, à II Guerra Mundial e ao Holocausto na maior parte do Ocidente. Antes ela havia reaparecido num reconhecido trabalho arqueológico de Heinrich Schliemann, quando descobriu esta imagem no antigo sítio em que localizara a cidade de Tróia, sendo então associada com as migrações ancestrais dos povos "proto-indo-europeus" dos Arianos. Ele fez uma conexão entre estes achados e antigos vasos germânicos, e teorizou que a suástica era um "significativo símbolo religioso de nossos remotos ancestrais", unindo os antigos germânicos às culturas gregas e védicas.
Os nazistas utilizaram-se destas idéias, desde os primórdios dos movimentos chamados "völkisch", adotando a suástica como símbolo a "identidade ariana" - conceito este referendado por teóricos como Alfred Rosenberg, associando-a às raças nórdicas - grupos originários do norte europeu. A suástica sobrevive como símbolo dos grupos neonazistas ou como forma de alguns grupos de ativistas ofenderem seus adversários.

A palavra "suástica" deriva do sânscrito svastika , significando um amuleto da sorte, e uma marca particular de pessoas ou coisas que trazem boa sorte. Ela é formada do prefixo "su-" (cognata do grego ευ-), significando "bom, bem" e "-asti", uma forma abstrata para representar o verbo "ser". Suasti significa, portanto, "bem-ser". O sufixo "-ca" designa uma forma diminutiva, portanto "suástica" pode ser literalmente traduzida por "pequenas coisas associadas ao que traz um bom viver (ser)". O sufixo "-tica", independentemente do quanto foi dito, significa literalmente "marca". Desta forma na Índia um nome alternativo para "suástica" é shubhtika (literalmente, "boa marca"). A palavra tem sua primeira aparição nos clássicos épicos em sânscrito Ramayana e Mahabharata
Formas alternativas de escrita deste vocábulo sânscrito em inglês incluem "suastika" e "svastica". Formas alternativas de denominar o símbolo:
"Aranha negra" - como chamada por diversos povos da Europa Ocidental.
"Cruz torta"
"Cruz Gamada" (ou "em ganchos") - na Heráldica.

O Partido Nazista ( Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei ou NSDAP ) formalmente adotou a suástica ou 'Hakenkreuz ' (cruz curva, numa versão literal) em 1920.
O símbolo era usado na bandeira do partido, distintivos e braçadeiras - embora tenha sido não oficialmente usado pelo NSDAP e seu antecessor: o Partido dos Trabalhadores da Alemanha (Deutsche Arbeiteerpartei - DAP)
Em Mein Kampf, Adolf Hitler escreveu:
 
Eu, enquanto isso, depois de tentativas inumeráveis, tinha colocado uma forma final; uma bandeira com um fundo vermelho, um disco branco, e uma suástica preta no meio. Depois de tentativas longas eu achei também uma proporção definida entre o tamanho da bandeira e o tamanho do disco branco, como também a forma e espessura da suástica.

Obs: Vermelho, branco, e preto - usadas por Hitler - já eram as cores da bandeira do velho Império alemão.

No Brasil, o uso da suástica para fins nazistas é crime, de acordo com a lei 7.716 de 1989 (com alterações da lei 9.459, de 1995), como dispôe o parágrafo primeiro do seu artigo 20:
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.


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